Nesta sexta-feira (29), a ação >#buracosfortaleza, mobilização na internet via redes sociais organizada por blogueiros de Fortaleza, completou um mês no ar. Até aqui, o mapa com os buracos da cidade foi exibido mais de 96.900 vezes. A última atualização aconteceu há dois dias, quando um carro foi “engolido” por um buraco.
Quando a mobilização começou, foram feitas 65 marcações em menos de 24 horas. Hoje já são centenas de pontos sinalizados. Para minha surpresa, descobri que no último dia 25 de maio, Rafael Barifouse, repórter de “Época NEGÓCIOS” e blogueiro do “Tecneira” citou a ação dos blogueiros de Fortaleza.
- As manifestações coletivas pela internet acabam de ganhar mais um exemplo de peso – escreveu o jornalista. Ele ainda citou o investimento necessário para tapar todosos buracos de nossa cidade: – A operação contará com o trabalho de 653 operários divididos em 73 equipes. Custará R$ 23 milhões e durará 180 dias, durante os quais os internautas certamente estarão de olho – finalizou Barifouse.
Quem também citou a iniciativa 2.0, foi o professor André Lemos, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, uma referência entre os pesquisadores brasileiros quando o assunto é Cibercultura.
- Excelente iniciativa mesclando redes sociais (blogs e microblogs) com mapas em um exercício de cidadania, tornando coletivamente visível o que só é visível individualmente, os buracos por onde passamos e caímos todos os dias em cidades como Fortaleza – definiu Lemos em seu blog.
Mais a frente ele destaca: – Além disso, mapeando o que está no entorno, cria-se uma atenção focada nos lugares, um olhar vigilante e crítico sobre o espaço urbano – citando a proposta do map #buracosfortaleza.


Fala, blogueiro! Sim, e ele tem toda razão, a gente continua de olho. E quando falo isso, não faço referência apenas ao grupo de blogueiros, mas sim, toda a população que está atormentada com a situação da malha viária de Fortaleza. Mesmo quando a prefeitura diz que cuida primeiro das pessoas. É bom lembrar, que as pessoas andam pelas ruas. Já sobre a afirmação de André Lemos, foi exatamente para colocar o assunto no centro do debate que a mobilização surgiu. Sem vínculos partidários ou perseguições políticas. Um exercício de cidadania. Simples assim!




















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