Cultura. TJA investe no relacionamento na internet

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Posted on 21st novembro 2009 by @emiliomoreno in comunicação | cultura | digi & tals | direto da fonte | política

O Theatro José de Alencar (carinhosamente apelidado de TJA), é um dos principais equipamentos culturais do Ceará, e um dos mais importantes palcos do Brasil. Em 2010 ele completará 100 anos e aproveita a internet para potencializar, sobretudo, nas redes sociais. A equipe formada por Izabel Gurgel, diretora do TJA, Kiko Bloc-Boris, responsável pelo atendimento à imprensa e a Bianca Felipsen, Coordenadora de Comunicação da Secult dessemina a programação do teatro e ainda aproveita para fortalecer a formação de platéia. Na entrevista (feita por e-mail) Izabel Gurgel e Kiko Bloc-Boris contam ao Liberdade Digital sobre a experiência da utilização das mídias sociais pelo TJA.

theatro_jose_alencar

Liberdade Digital – Desde quando e em quais ferramentas de mídias sociais (blogs, wikis e redes de relacionamento) o Theatro José de Alencar está participando?

Izabel Gurgel – Em 2007, iniciamos um blog (O blog do TJA não suporta mais atualizações dentro desse formato postado até junho, eles aguardam a liberação de projeto para renovação ou criação de um novo), intensificamos envio de e-convites e e-notas de programação e do dia-a-dia do TJA (Theatro José de Alencar); twitter agora em 2009. Várias comunidades de iniciativa de públicos do TJA também balançam a rede, como no Orkut. Ou seja, a partir do Theatro José de Alencar, público e governamental, mantido pelo Governo do Estado via Secult, temos várias fontes de informação na rede. Sites como o do Bairro Ellery e Roteiro Ceará também dão ressonância à vida em torno, a partir, do e no TJA.

LD – Por que usar ferramentas de mídias sociais?


IG – Pela potência de ampliação da partilha com os públicos que elas nos oferecem. Somos, também, como usuários tocados pelos mundos que se cruzam na rede a partir do TJA.

LD – Nesse tempo de uso, o que vocês observam como resultado?


IG – Trabalhamos com a compreensão de que é necessário formar público, formar platéia para as artes. O que temos no mundo: populações. Público para as artes é uma construção social. As relações interpessoais também aproximam e fazem descobrir universos distintos, ou mesmo estreitam e apresentam novos interesses através das influências amigas. Como exemplo, o facebook ou mesmo o MSN, google talk, etc, como ferramenta de contatos pessoais, acabam por também poder atingirem os âmbitos da comunicação, digamos em cunhos profissionais.

LD – Existe algum planejamento para esse trabalho de divulgação nas redes? Como ele é definido?


IG – Trabalhamos em conjunto: a direção do TJA, Kiko Bloc-Boris, que faz o atendimento à imprensa e a Bianca Felipsen, Coordenadora de Comunicação da Secult. Nossa programação impressa, 30 mil unidades, é mensal. Um espaço limitado, de informações bastante resumidas. Entre uma edição e outra, passamos informações que não estão lá ou que as complementam, antecipando o que vai acontecer, convocações instantâneas que, acreditamos, ampliam a compreensão sobre o TJA. Agora em novembro, finalizada a reforma integral do sistema de ar condicionado, iniciamos os testes. Partilhamos com o público também o canteiro de obras, o laboratório permanente que é o TJA.

LD – Quais as facilidades e dificuldades que vocês percebem no relacionamento com o público das redes sociais?


IG – Contatos diretos são estimulantes para quem, como nós, trabalha com grandes públicos. Faz-nos refletir sobre o que fazemos e nos leva a tentar o tempo todo pensar o TJA para além do que foi feito, para além do que foi pensado. Em outra gestão no TJA, no final dos anos 90 e começo dos 2000, fizemos várias oficinas de fanzine com a Fernanda Meireles. Os zines produzidos traziam olhares novos sobre o velho teatro, por exemplo. E os povos que foram tocados pelo convite para as oficinas passaram a incluir o TJA em suas vidas. Gostaríamos de ter mais agilidade na produção / difusão / troca de informação. Por exemplo, o Governo do Estado mantém um serviço de ouvidoria por e-mail. Recebemos comentários, críticas, observações sobre o que não vai bem no TJA aos olhos de uma determinada pessoa ou grupo. Mas ainda é muito pouco. Poderíamos ter uma troca maior usando não só a ouvidoria, mas outros recursos.

LD – Com a inclusão das mídias sociais a divulgação do TJA nos veículos tradicionais foi potencializada também?


IG – Sim. São caminhos cruzados. E podem ser trilhados de modos distintos. Temos, por exemplo, uma experiência na história recente do TJA, com produção de público a partir da rede. O solo “Uma flor de dama”, do Silvero Pereira, está em temporada às quintas de novembro na sala de teatro/Cena (anexo TJA). Já fizemos várias temporadas. Silvero trabalha bem com convocação de público a partir do orkut. Funciona para além das cidades que Fortaleza abriga. Nas temporadas ditas de férias, janeiro e julho, tem sempre visitante de outros lugares que descobriu o solo na rede. Kiko Bloc-Boris e eu iniciamos agora em outubro uma colaboração no site www.roteiroceara.com.br. São notas curtas, com fotos, batizadas de Viva o Centro! O nome vem da articulação a partir do TJA de equipamentos e instituições culturais sediados no Centro de Fortaleza. São mais de 30 endereços entre museus, espaços expositivos, bibliotecas, acervos públicos para pesquisa, teatros etc. Temos um retorno que vai desde gente da cidade disponibilizando material (vídeos, por exemplo) a cearenses que moram fora e passeiam na cidade via Web.

TJA Na Net

http://www.twitter.com/tjalencar
http://www.secult.ce.gov.br (programação)
http://www.roteiroceara.com.br (notícias)
http://www.circonteudo.com.br (notícias)
http://www.centrodefortaleza.com.br (programação/notícias)
http://www.teatroedancaeaqui.blogspot.com (programação/notícias)


Algumas Comunidades no Orkut

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=4352927
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1095613
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=17039093
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=19138216

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