Mídia. Formatos e cobertura da imprensa no Brasil

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Posted on 23rd maio 2009 by @emiliomoreno in comunicação | direto da fonte | política | sintonizado

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O jornalista Josemar Gimenez, diretor de redação dos jornais “Correio Braziliense” e “Estado de Minas” (Diários Associados), disse essa semana ao jornalista Celso Freitas, durante o ‘Entrevista Record’, que nos próximos cinco anos o formato berliner (tablóide) trará grandes transformações aos jornais brasileiros.

Ele citou o próprio Diários Associados que está transformando os seus jornais em Natal (“Diário de Natal”), em João Pessoa (“O Norte”) e em Campina Grande de tamanho standart, convencional no Brasil, para berliner.

Durante a entrevista, Gimenez declarou ainda que a mídia nacional não sensibilizou o suficiente a sociedade para a gravidade das enchentes no nordeste. Ele disse ainda que a imprensa se distanciou do caos em que se transformou o região após as recentes chuvas.

Fala, blogueiro! Particularmente eu sou totalmente favorável ao padrão berliner. E falo como futuro profissional de jornalismo e leitor. É mais fácil de ler, pois o manuseio é melhor, é mais charmoso e econômico, já que gasta menos papel. As empresas de comunicação precisam se adequar ao novo padrão. Todo mundo sairá ganhando.

Aliás, essa semana tive em minhas mãos uma edição de domingo do “Zero Hora” (tamanho berliner). Ah que vontade de morar no Sul só para comprar todos os dias o jornal nesse formato. E sim, sou da geração digital, mas adoro jornal impresso. E o melhor, sem culpa alguma disso.

4 Comments
  1. Wanderley Neves Neto says:

    Engraçado ele falar isso, porque aqui em Brasília foi o concorrente Jornal de Brasília que passou pro berliner. Logicamente que tão cedo o Correio não vai mudar pra não admitir um acerto do adversário.

    Mas as empresas ainda estão impregnadas dessa ideia de que sair do standard significa perder credibilidade nas classes A e B. Mas acho que os leitores já deixaram isso de lado; quem não vai querer um ótimo jornal num formato mais confortável e prático?

    Em Fortaleza, por exemplo, não acredito que alguém iria trocar o excelente jornal que é O Povo pelo intragável Diário ou pelo café com leite O Estado só por causa de uma mudança de formato. O pacote é importante, mas o conteúdo é o que realmente importa. Eu só comprei o Jornal de Brasília no dia da mudança; no seguinte, já comprei de novo o Correio, que é muito superior.

    23rd maio 2009 at 20:00

  2. Emílio Moreno says:

    Wanderley, você tem razão. O diretor do Correio disse nessa entrevista que tanto o Correio quanto o Estado de Minas ainda iriamk demorar para virar berliner. Mas ele disse acreditar que esse será um caminho sem volta, para segundo ele, “salvar” os jornais e quem sabe atrair novos leitores.

    23rd maio 2009 at 11:04

  3. Adriano Macêdo says:

    Eu já penso que a salvação dos jornais reside apenas nos meios digitais já que os custos com papel e tinta sempre aumentaram, ao longo das décadas, a pressão ecológica é cada vez mais forte, sem falar que o jornal de papel é o “ontem” impresso. Não vejo mais lugar para ele no século 21. Não consegue atrair os novos leitores. Essa tirinha representa bem isso: http://www.malvados.com.br/tirinha1275.gif

    23rd maio 2009 at 18:21

  4. Rodrigo Cunha says:

    Emilio, só uma observação: o berliner não significa o mesmo que o tabloide. O formato berliner, já considerado padrão na Europa, estã entre o standard e o tabloide, ou seja, ele ainda é um pouco maior que o tabloide, porém não deixa de ser prático para manusear e econômico para o jornal. Outra característica do berliner é o formato sanfona, onde as editorias disputam espaço não havendo aumento no número total de páginas (num dia a editoria de esportes pode ter 5 páginas e de cidades 3 e no dia seguinte podem ser 4 de esportes e 4 de cidades).
    Amanhã o Diário do Amazonas também sairá em formato berliner. Esta já é uma tendência dos jornais brasileiros desde que o Jornal do Brasil adotou este formato em 2006.

    23rd maio 2009 at 8:12

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